“What is wrong with the world?”
Assim começa este documentário que é dos mais inspiradores
que já vi. Foi para mim uma enorme surpresa que esta obra prima, já andasse por
aí desde 2010 sem que eu nunca tivesse ouvido falar. E adorei.
Ao dissecarmos o que está de errado no mundo, passamos
também pelo que está certo e quais os caminhos a seguir para vivermos num Mundo
com mais Coração.
Este realizador norte-americano conduziu estas filmagens
como um projecto de vida de paixão, e entrevista pessoas sublimes de diferentes
áreas das ciências humanas e outras com uma obra de vida inspiradora, como
Desmond Tutu.
A esmagadora diferença entre o “ser” e o “ter”, está no core
de todas as reflexões tentando resgatar os porquês, e as soluções para tantas
questões que estão enraizadas não na nossa genética, mas nas nossas culturas.
Porque vivemos em permanente competição e nem tanto em
cooperação?
Sendo a empatia dos sentimentos humanos mais fortes, porque
é que vivemos por vezes anestesiados com o que se passa ao nosso lado?
Fiquei deliciado com a explicação de que em diversas
sociedades e sobre diferentes perspectivas a ambição é uma doença mental!
Quantos problemas não seriam resolvidos se os ambiciosos deste mundo estivessem
a ser tratados e não no comando da política e economia. E esta noção de
economia que parece dominar as nossas vidas é doentia. Porque consumir mais do
que é preciso tem um nome: cancro!
Ouvimos Martin Luther King Jr. a dizer que a única cura para
a maldade é o amor, e Dalai Lama a explicar que a meditação mais importante é
sustentada no pensamento crítico seguido de acção.
Aprendemos que é o coração o nosso centro de pensamentos, e
não o cérebro.
Os desafios são enormes, a pobreza, a fome, a descriminação,
a guerra... Mas perante a enorme dimensão seguimos um velho ditado africano:
“só há uma forma de comer um elefante, um pedaço de cada vez!” E se juntarmos a
isso o poder de cada um, como tudo o que interessa para salvarmos o mundo,
percebemos que a resposta à pergunta: “What is wrong with the world?” só pode
ser uma: “I am!”.
Mas “I am” é também a solução para todos os problemas.
Documentário a não perder pela forma como olha para o Mundo, com grande
Coração.

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